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Conheça minha história

Perfil

Conheça a personalidade de Adriano Costa e Silva, o Major que estreou na vida eleitoral em 2018, conquistando quase 1 milhão de votos nas Eleições ao governo do SP

 

O lugar comum associado a um membro das Forças Armadas não comporta a essência da pessoa Adriano Costa e Silva -- o Major. 

Senso de disciplina, esforço permanente, capacidade de ponderar o que silenciar e o que difundir, no espaço adequado e momento oportuno, certamente integram seus hábitos. Sua essência, contudo, está na paciência do observador e ouvinte atento, traço que define desde sua relação com os filhos até a atribuição dentro do quartel: relações institucionais, setor de comunicação.

Uma cidade se compõe de gente de todo tipo enfrentando, cada um, uma gama de problemas. Solucionar um implica em impactar a conformação de outro. Só é possível chegar a soluções eficazes quando se tem noção da relação intrínseca entre os problemas. Para descobri-la, é preciso observar de muitos ângulos e escutar todos os lados. Para não se perder nem favorecer ninguém, é necessário saber o que é certo e o que é errado.

Toda vida é cheia de encrencas. Numa cidade, o que se tem é a profusão máxima da encrenca. A prefeitura é a porta onde elas batem. A câmara de vereadores, o lugar onde um grupo de eleitos discute como arranjá-las, dentro de que regras, tendo quanto tempo hábil e orçamento disponível. No dia a dia, já é difícil. No caso de emergências, fica bem pior. Numa cidade do tamanho de São Paulo, feliz é o dia em que não surgem mil emergências por hora.

Há décadas, o povo da cidade elege os mesmos vereadores. Não as mesmas pessoas; mas o mesmo tipo humano. São 55 vagas para uma infinidade de encrencas. Se cada um dos 55 não for um projeto de exterminador do futuro, a cidade permanece mergulhada no caos. Este é o estado a que chegamos. Só não está pior porque São Paulo agrega a população mais trabalhadora do Brasil. Seja por gosto ou por necessidade, cada pessoa daqui cria sua gambiarra para seguir tocando a vida mesmo em meio ao caos. 

 

“Eu comecei minha vida política como vereador”, disse Jair Bolsonaro a Adriano Costa e Silva em agosto, no escritório da presidência da República em Brasília. “Presidente, não posso ir embora sem realizar um pedido de minha mãe. Ela quer muito um vídeo do senhor”. “Ah!”, exclamou o presidente se preparando para disparar uma piada: “Volte aqui eleito que eu gravo o vídeo pra ela!”

 

São quase dois mil candidatos disputando as 55 vagas. Como toda mãe, a do Major não espera pouca coisa de seu filho. Só há duas maneiras de ser eleito à câmara dos vereadores este ano em São Paulo: ter dinheiro de sobra pra espalhar seu número a torto e a direito, ou ser um projeto de exterminador do futuro…

 

Muita gente nascida Brasil afora deseja fazer carreira política em São Paulo. Primeiro porque é a cidade mais diversificada do país, em termos de gente.O pessoal do interior do estado ou de outras regiões brasileiras é fichinha. Até de estrangeiros a cidade é repleta. Segundo porque o orçamento da prefeitura é o terceiro maior do país. O único estado brasileiro com mais orçamento que a cidade de São Paulo é… o estado de São Paulo -- que está no topo dos nossos 26. O problema é que a cidade abriga tantas bolhas que torna difícil conhecê-la. Às vezes, nem quem é nascido neça já pisou em cada bairro. Saber como as encrencas de um interferem no cotidiano de outro, então, é para poucos. Tem que saber olhar. E saber ouvir.

Daniela Carolina, neta de um capitão do Exército e natural de Amparo, não sabia exatamente onde estava se metendo quando cismou de casar, aos 22 anos, com o aspirante a oficial que conheceu em Campinas, sede da Escola de Cadetes do Exército. No auge do namoro, surgiu a primeira oportunidade: um posto em Santo Ângelo, cidade a 431 quilômetros de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Era 2002. Adriano passou a farda -- hábito que mantém até o presente --, assumiu ares de seriedade e foi pedir a mão da namorada à família. Feito o casório, o casal fechou as malas para começar a vida no extremo sul do país.

Arthur, 19 anos, deu os primeiros passos no sul, mas nasceu em São Paulo. “Desde que meu pai se conhece por gente, ama essa cidade, ama esse estado, é até engraçado quando ele fala (...) Tanto eu quanto meu irmão somos naturais de São Paulo porque meu pai fez questão que nascêssemos aqui.”

De Santo Ângelo, a família ficou um breve período a São Paulo, depois rumou para o Rio de Janeiro. Épocas de Vila Militar em que, segundo Arthur, conviviam com crianças do Brasil inteiro. No RJ, quando contava 6 anos, a mãe ficou esperando o segundo filho do casal. Mesmo que o pai tenha ficado por lá para concluir a Escola de Oficiais Superiores, os dois voltaram para São Paulo para o caçula nascer. 

 

“Depois que ele nasceu, meu pai foi enviado para Caçapava. Minha mãe trabalhava em São Paulo durante a semana, e nós vivíamos com ele no quartel. De lá, voltamos para São Paulo, onde meu pai luta muito para não sair mais.”

 

Hoje tenente-coronel, pelo visto o aspirante a vereador Costa e Silva prefere estar em São Paulo a se tornar General…

 

No início deste ano, Augusto, o filho mais novo, ingressou no Colégio Militar de São Paulo, inaugurado em 2020, e 14º colégio militar do País. Entrou por concurso, submetendo-se à prova de admissão. A direção descobriu que era o filho de um oficial da ativa ao publicar a lista de aprovados. Orgulhoso do caçula, o pai postou a boa notícia em sua página de Facebook pessoal. São 22 mil alunos disputando uma vaga nos 14 colégios militares do Brasil. Augusto garantiu a sua sem apelar ao pai. Será que agora o pai repete o feito para chegar à Câmara Municipal?

 

“Eu tinha um negócio de dia de pai e filho. Eu vivia grudado com meu pai. Eu ía pro quartel com meu pai, voltava da escolinha, ía direto com meu pai. A gente pegava fim de semana e pelo menos ia no shopping, ficava nos fliperamas, jogava o dia inteiro… Era dia de pai e filho. Aí eu acabei adotando um pouco mais da personalidade dele, né? Acho que fui contaminado”. 

 

A revelação acima é de Arthur, o mais velho, que deseja cursar veterinária. A casa da família não se destaca apenas pela quantidade de pets, mas pela variedade. Tem lugar para serpentes e pássaros, e os cães e gatos foram obrigados a conviver pacificamente nos corredores. Se o feito se deve ao temperamento pacificador do Major, resta saber se fará o mesmo pela câmara, convencendo cães, gatos, pombas e serpentes a trabalhar em benefício do paulistano comum.

Daniela, a esposa, diverte os amigos da família contando que dormia profundamente quando os filhos nasceram, pois o marido insistia em acordar para dar mamadeira aos bebês madrugada adentro. “Quando minha mulher vai para a cozinha, meus filhos me ligam: pai, a mamãe resolveu cozinhar; você vai demorar muito? Digam para ela não se preocupar com isso que já estou chegando”. 

Embora sempre tenha cuidado de tudo dentro de casa e no quartel, da farda à cozinha, das querelas entre os filhos às disputas internas no quartel, desta vez são os apoiadores do Major que precisam dar a ele uma mãozinha. 

 

“Claro que estou preocupado em não conseguir uma vaga. São 55 vagas disputadas por mais de 1900 pessoas, muitas há um bom tempo no poder, com recursos de sobra para a campanha. O que eu tenho? Só o voto de confiança; do eleitor que espera ver a verba parlamentar sendo aplicada na cidade; que decidiu votar em quem aguenta ser cobrado; que cansou de ver máfias de toda espécie desviando recursos e distribuindo migalhas.”

 

Questionado sobre estar entre os favoritos, retruca: “Só vou me considerar um favorito às 19h do dia 15 de novembro, quando sair o resultado desta eleição”.

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